Este verão custa a passar
Massacra , empalidece os meus olhos.
Estes rostos custam a passar
Rastejam obstinados
Seguros de que seram eternos
Não , eu sei que um dia vão para o inferno dos tempos remotos.
Me disseram uma vez que a ordem dos fatores não alteram o produto.
Mas somos todos produtos
Que não se fatoram
Verbos que não se conjugam
Substantivos sem espaço.
Para um microscópico futuro suposto , poeira e ilusão personificada serão lançadas ,
onde não existem regras de etiqueta , nem ortografia.
Um dia há de chegar estes tempos
E se Deus tiver juízo , os poetas não morreram jamais.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Encontro
Mentiras bem escritas
Botões e flores
Mentiras bem contadas
Batom e chocolate
Olhos tendenciosos
Terminações nervosas
Cílios e pretensão
Porta aberta de canções
Corações fechados sem olho mágico
Desencontros
Lingerie e espuma
Presente dos tempos modernos
Muitos vícios
Cefaleia e palavras pela manhã
Café e perfume
Despedida sem telefone
silêncio e sol
Botões e flores
Mentiras bem contadas
Batom e chocolate
Olhos tendenciosos
Terminações nervosas
Cílios e pretensão
Porta aberta de canções
Corações fechados sem olho mágico
Desencontros
Lingerie e espuma
Presente dos tempos modernos
Muitos vícios
Cefaleia e palavras pela manhã
Café e perfume
Despedida sem telefone
silêncio e sol
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Insanidade
Acompanha todos um dia na vida
Mesmo que seja de um instante
Ela dança serena
Repousa absoluta nos olhos
Também presente nos puros de alma
Nos devotos , nos corruptos , distantes.
A insanidade tem corpo
Uma epidemia de valores abstratos
Torna claro aquele que não tem razão
Sempre tem lugar
Temos que vive-la também
Mesmo que a massa se recuse
E os pais se apavorem
Esta nos lábios dos marginalizados
Nas mãos da genética
É estrela insubordinada
Tem coro para a chegada
E também muito choro
Esta no discurso dos extremistas
No coração do artista
Nos ouvidos das autoridades
Nos sonhos dos jovens
Abaixo da divindade
Entre temor e euforia
Chegara para você , um dia.
Mesmo que seja de um instante
Ela dança serena
Repousa absoluta nos olhos
Também presente nos puros de alma
Nos devotos , nos corruptos , distantes.
A insanidade tem corpo
Uma epidemia de valores abstratos
Torna claro aquele que não tem razão
Sempre tem lugar
Temos que vive-la também
Mesmo que a massa se recuse
E os pais se apavorem
Esta nos lábios dos marginalizados
Nas mãos da genética
É estrela insubordinada
Tem coro para a chegada
E também muito choro
Esta no discurso dos extremistas
No coração do artista
Nos ouvidos das autoridades
Nos sonhos dos jovens
Abaixo da divindade
Entre temor e euforia
Chegara para você , um dia.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Infinita Falta
Ela esta apática
Não consigo fazê-la voltar
Ao meu convívio
As duras penas
Os dias seguem
Todas as luzes estão apagadas
Não lançam mais seus raios tendenciosos
Ela se encontra em uma caixa
Sempre inserida nas torturas caseiras
Logo suas pupilas perdem o brilho
Até o triste endurecimento
Agora sei como se sentiu
Das dores, da agonia da indiferença
Do olhar pedinte
Da confusão e objetos, suas grandes atividades.
Como gostaria de resgata-la
Não há mais tempo , linda dama.
Teus braços são a extensão da minha tristeza
Reconcavo de saudade.
Resto da grandeza retirante
Quanta dor nesta noite
Depósito da carne que sobrou.
Se poderes eu tivesse
Sugaria-lhe toda esta dor
Para que pudesse assim sorrir
Mas a impotencia é incomensurável.
Se eu pudesse agarrar-lhe
E fazer pulsar o teu sangue triste
De modo que balançasse tuas artérias
Mas a tragédia é sempre a ultima dançarina
Mórbida, inefável e irremediável.
Sou pobre de alegria
Pátetica em realizações
indesculpavelmente calada.
Hoje o meu torpor é maior que o dia
Se qualquer dia o encontro for possível
Toda a minha vida terá valido um único sorriso teu.
Não consigo fazê-la voltar
Ao meu convívio
As duras penas
Os dias seguem
Todas as luzes estão apagadas
Não lançam mais seus raios tendenciosos
Ela se encontra em uma caixa
Sempre inserida nas torturas caseiras
Logo suas pupilas perdem o brilho
Até o triste endurecimento
Agora sei como se sentiu
Das dores, da agonia da indiferença
Do olhar pedinte
Da confusão e objetos, suas grandes atividades.
Como gostaria de resgata-la
Não há mais tempo , linda dama.
Teus braços são a extensão da minha tristeza
Reconcavo de saudade.
Resto da grandeza retirante
Quanta dor nesta noite
Depósito da carne que sobrou.
Se poderes eu tivesse
Sugaria-lhe toda esta dor
Para que pudesse assim sorrir
Mas a impotencia é incomensurável.
Se eu pudesse agarrar-lhe
E fazer pulsar o teu sangue triste
De modo que balançasse tuas artérias
Mas a tragédia é sempre a ultima dançarina
Mórbida, inefável e irremediável.
Sou pobre de alegria
Pátetica em realizações
indesculpavelmente calada.
Hoje o meu torpor é maior que o dia
Se qualquer dia o encontro for possível
Toda a minha vida terá valido um único sorriso teu.
sábado, 27 de dezembro de 2008
Lamentos e flores
As flores do teu sorriso
são como ondas, que me paralisam.
São vermelhas, amarelas , mas o teu olhar é cinza.
É evasivo e triste , ao mesmo tempo é mistério.
As árvores do teu abraço me enlaçam , mas não me confortam.
Raízes dos teus pés , sambam no meu chão, e tingem a minha paixão carmesim em desprezo cor de chumbo.
são como ondas, que me paralisam.
São vermelhas, amarelas , mas o teu olhar é cinza.
É evasivo e triste , ao mesmo tempo é mistério.
As árvores do teu abraço me enlaçam , mas não me confortam.
Raízes dos teus pés , sambam no meu chão, e tingem a minha paixão carmesim em desprezo cor de chumbo.
Imortalidade
Este mundo inteiro e manso eu percorrerei
Para dizer das minhas verdades nunca ditas
Mesmo que minha essência se desintegre e minha consciência padeça
Peça sobre peça , em caminhos tortos.
Para dizer das minhas verdades nunca ditas
Mesmo que minha essência se desintegre e minha consciência padeça
Peça sobre peça , em caminhos tortos.
Poeta de poucas palavras
Se sou poeta , não sei
Sei de algo que não posso esconder
Sei que do caminho das pedras , a brisa do mar não ultrapassa meus sonhos
E quando a alma faz silêncio , o organismo borbulha substãncia.
Quando olho os traços sutis do céu
Vejo o mundo e verdades caindo em forma de chuva.
Sei de algo que não posso esconder
Sei que do caminho das pedras , a brisa do mar não ultrapassa meus sonhos
E quando a alma faz silêncio , o organismo borbulha substãncia.
Quando olho os traços sutis do céu
Vejo o mundo e verdades caindo em forma de chuva.
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