Um pedaço de lua
Um pedaço de mim
O pedaço teu
Lua dourada
De céu preto de azul
Minha minguante
Dama dos pedaços.
Há muitas estrelas para um céu
Expansão, letras, até para grandes eremitas.
Nunca é muito improvável
E o sempre é costumeiramente tempo demais, que acaba por estagnar-se.
Céu preto cativeiro de estrelas
Demasiada lua
Que arrebata a noite
Afinal também brilha
E não é apenas dama do desassusego
Não é hipótese
Não é solução
Pode ser minguante, porém quando subestimada fica cheia.
Força de grandes corpos a lua não quer , afinal o respeito se conquista.
Está lua é egoísta demais, quer brilhar sozinha!
Quer ser gente!
Qual é a expressão deste céu mesmo?
As letras estão todas espalhadas no corpo do céu, este cultuado com intenso esmero.
Céu também envelhece, seu azul se fragmenta em vários tons
Pois não alcança a totalidade ainda que use mascaras e persista na busca, o sol ainda brilha.
A intensidade é prima da depravação,o que será das amélias camélias que vão para o ser.
domingo, 12 de agosto de 2012
segunda-feira, 30 de abril de 2012
O imperador da ampulheta
O tempo está medido
Imponente de seu valor
Aponta a unipresença
Substancial dos segundos
Bravos e pesados segundos
Que nos consomem as víceras
Ave de rapina
Trazes grandes dores
A marcar as ações
Corre velozmente
É ininterruptamente cruel
Tens medido tudo
Desde que temos consciência
De nossa finitude
Pueril
Esteve presente nas guerras
Mas o teu império não cai
É flamejante o pesar
Que nos dá
Quando o minuto já se passou
Ponteiro carrasco
Por que medes?
O tempo não acaba
O que acaba é a ideia ser parte dele.
As horas transcorrem loucas
Como vespas no cio
Outrora eram os sinos
Hoje o horário comercial
A destroçar-nos
Como vigários
O tempo está medido.
Do deserto
Estou no meio do deserto
No silenciar
Onde não está
Matei todos os poetas
Estão no deserto
Acometidos
De cólera
Da intransigência
Estão onde estão os marginalizados
Estão todos em mim
Os fantasmas no deserto
Estão nus
No nada
Estamos imersos no nada
Das relações inconcretas
Somos todos o levante no deserto
Do desejo
Do imconpreender
Não somos a solução
Somos violencia
Corpo e medo
Sou você ontem
Somos todos um amanhã
A poeira encobre
Muitos sonhos
A poeira é multidão
É inconsequência
Jaz um chão de estrelas
No deserto
Cristalizou-se
O céu turvo
Resta-nos a passionalidade das horas
Uma nau negra
Um xavante
A curar-lhe as frustrações
Muitas crianças
Tentando convencer-nos da vida.
No silenciar
Onde não está
Matei todos os poetas
Estão no deserto
Acometidos
De cólera
Da intransigência
Estão onde estão os marginalizados
Estão todos em mim
Os fantasmas no deserto
Estão nus
No nada
Estamos imersos no nada
Das relações inconcretas
Somos todos o levante no deserto
Do desejo
Do imconpreender
Não somos a solução
Somos violencia
Corpo e medo
Sou você ontem
Somos todos um amanhã
A poeira encobre
Muitos sonhos
A poeira é multidão
É inconsequência
Jaz um chão de estrelas
No deserto
Cristalizou-se
O céu turvo
Resta-nos a passionalidade das horas
Uma nau negra
Um xavante
A curar-lhe as frustrações
Muitas crianças
Tentando convencer-nos da vida.
terça-feira, 10 de abril de 2012
O livro do amanhã
O ser acaba
A ideia do outro
se desmancha frente a análise dos acontecimentos.
O ser se desprende
O perfeito morre,
morre também o paradigma que aprisiona
Ficamos comas nossas visões , reações expressões
Com a falta da reciprocidade
Olhamos o outro a partir de nós mesmos
O sentir que vem do outro não é minha responsabilidade.
O respeito é pele
Roupa concreta
Sensatez
É o horizonte sensível
Tirem-me daqui a somatização
Palavras egolatras e indigestas!
Tire os teus olhos de mim
Afaste o corpo para longe do esquecer
Não terás o licor da manhã.
O ser se da como outro
Onde esta o outro
Esta nos recados
nas catracas
nos edifícios
O outro esta onde há a minha ausência
Na falta.
Esta manha o céu esta cinza
Não nos damos paz
Não conseguimos ficar a sós
Estamos em tempos de ruptura
De desencontros
furtivos
Eu sou
Tu és
Nos somos
Ai vem a santíssima trindade das relações
Vem entorpecida
Distorcida.
O ser acaba
Fico a imaginar
Tudo feito em ossos
Sem a carne
O que somos, ideias...
Somos efémeros
Menos que a terra
E podem dizer da minha frieza
Da visão amarga negativa
Pouco cristã talvez.
Perguntaria a Deus
Se eu o visse, quanto tempo mais iria me dar para que não fosse eu apenas ossos.
Deus silencia!
Mas aproximo-me
Meu grande travesseiro
São curtas as palavras e extensas as duvidas
Dar-me -ei o conforto!
Sou a construção
A mudança fatídica
Transformação honesta em espera de mim
Dantescos braços
Jaz o cansaço da palavra
Do seio
És o repelir
O não querer
Pois então que permito
Ser e ser e ser
E permito que sejam, sejam e sejam o quanto quiserem!
Esta escuro
No beco
Não tem rádio
Não tem mãos
Apenas o deserto de mim
Contínuas veses
Então vá ser o que queira
Abandona-me inquietude
Quero um verso
Um abraço de Drummond
E o cheiro de um menino
Generoso do quarteirão da felicidade
Que vive
Viveu no passado
E desencontro
Queiras!
Presenteio-me com canções femininas
E debruço-me na lembrança dum por-de-sol ténue
Agradeço pelo sorriso de outrora.
se desmancha frente a análise dos acontecimentos.
O ser se desprende
O perfeito morre,
morre também o paradigma que aprisiona
Ficamos comas nossas visões , reações expressões
Com a falta da reciprocidade
Olhamos o outro a partir de nós mesmos
O sentir que vem do outro não é minha responsabilidade.
O respeito é pele
Roupa concreta
Sensatez
É o horizonte sensível
Tirem-me daqui a somatização
Palavras egolatras e indigestas!
Tire os teus olhos de mim
Afaste o corpo para longe do esquecer
Não terás o licor da manhã.
O ser se da como outro
Onde esta o outro
Esta nos recados
nas catracas
nos edifícios
O outro esta onde há a minha ausência
Na falta.
Esta manha o céu esta cinza
Não nos damos paz
Não conseguimos ficar a sós
Estamos em tempos de ruptura
De desencontros
furtivos
Eu sou
Tu és
Nos somos
Ai vem a santíssima trindade das relações
Vem entorpecida
Distorcida.
O ser acaba
Fico a imaginar
Tudo feito em ossos
Sem a carne
O que somos, ideias...
Somos efémeros
Menos que a terra
E podem dizer da minha frieza
Da visão amarga negativa
Pouco cristã talvez.
Perguntaria a Deus
Se eu o visse, quanto tempo mais iria me dar para que não fosse eu apenas ossos.
Deus silencia!
Mas aproximo-me
Meu grande travesseiro
São curtas as palavras e extensas as duvidas
Dar-me -ei o conforto!
Sou a construção
A mudança fatídica
Transformação honesta em espera de mim
Dantescos braços
Jaz o cansaço da palavra
Do seio
És o repelir
O não querer
Pois então que permito
Ser e ser e ser
E permito que sejam, sejam e sejam o quanto quiserem!
Esta escuro
No beco
Não tem rádio
Não tem mãos
Apenas o deserto de mim
Contínuas veses
Então vá ser o que queira
Abandona-me inquietude
Quero um verso
Um abraço de Drummond
E o cheiro de um menino
Generoso do quarteirão da felicidade
Que vive
Viveu no passado
E desencontro
Queiras!
Presenteio-me com canções femininas
E debruço-me na lembrança dum por-de-sol ténue
Agradeço pelo sorriso de outrora.
domingo, 22 de agosto de 2010
O porto
Quero um poema bem feito em corpo
Os teus olhos à me circundar e inundar
Letra , eu quero o porto
E o vento a me chacoalhar
Uma interrogação
Quero reticências
Quero a estranheza de mim
E o conflito esquartejado
Na mesa das horas
Ser no ser de mim .
Os teus olhos à me circundar e inundar
Letra , eu quero o porto
E o vento a me chacoalhar
Uma interrogação
Quero reticências
Quero a estranheza de mim
E o conflito esquartejado
Na mesa das horas
Ser no ser de mim .
segunda-feira, 15 de março de 2010
O real verde
Os edifícios desmoronam
Dos restos dos concreto
Dança a poeira de ilusão
De vida, que cimentada no sonho
De ser despencou na morte.
Novas vigas se recompõem
Para o eterno capital
O dinheiro voa
O verde absurdo
Permanece soberano do querer
E não ter sempre, a nota maior.
Cimentada, porém ,sem dona
Eternamente esvoaçante.
Dos restos dos concreto
Dança a poeira de ilusão
De vida, que cimentada no sonho
De ser despencou na morte.
Novas vigas se recompõem
Para o eterno capital
O dinheiro voa
O verde absurdo
Permanece soberano do querer
E não ter sempre, a nota maior.
Cimentada, porém ,sem dona
Eternamente esvoaçante.
Cotidiano
Tragada pelos vícios
No desenrolar do descontrole
Indisposta.
A lava desce
É o molho que dá sabor à carne
Fatiada à moda da vida.
Sempre temos sonhos
Transbordam feito águas claras
Na realidade obscura.
Uma chuva de insetos
Dançam ferozmente ao redor da lâmpada
Festejam a grande luz que bronzeia e vigia ,o canto da sala.
Ouço o vento despenteado
Os cabelos de madeira.
O chiado da chaleira fantástica
Do cotidiano, traz a solidão ao seu devido lugar.
Vai amanhecendo
Como tem de ser
Logo o sol tomará a forma de um tirano
Que arrebenta a chibata no negrume da massa.
O pão está em cima da mesa
À espera da língua quente e voraz.
Do leite verte o sopro de ser saudável.
A amargarina endurecida
Rolo compressor do contínuo sentimento,
De que serão sempre assim os dias.
Saímos da mesa posta
Do que teríamos.
Passam as horas
Os automóveis brigam por um espaço
Nas fábricas, escolas, prisões, galpões.
Já são meio dia
O meio do nada
Dívidas se acumulam.
No rádio uma canção enfadonha.
Alface, bife, encontram os grãos de costume.
Faz muito sol
E indigestão
Escovamos os dentes
Cuspimos o que não serve ao bom hálito.
Trabalhamos
Preenche mo-nos de regras
Prioridades, padrões.
Os circos estão vazios!
Temos azia.
As horas não passam
A voz do chefe vai e vem
Os crachas se encontram
Reconhecem-se ao mesmo tempo que se ignoram.
As formigas são incansáveis
Suam e tem sobrancelhas.
Hora do café
Um convite à preguiça
Mãe de nós todos
Que Deus a tenha soberana.
Ah azia...
Amanhã um novo dia
Igualzinho aos outros.
Muitos figurantes
Insistem que não existe nenhuma relação
Bravas formigas com úlcera!
As sete horas
Hora rápida
De sopa e frango
Não temos para quem voltar
Nossos corpos apodrecem
Adormecem
Morrem.
Os computadores permanecem ligados
A madrugada é turva
O sono é interrompido
As crianças tem lâmpadas
Mamãe e papai não existem.
O rádio conversa em diversos idiomas
Os corações batem por bater
Torna mo-nos fumantes
Cardíacos, hipertensos.
Não, hora de acordar
A hora covarde
Também a hora do primeiro beijo.
A água descama a pele
Reveste-a, jura lealdade.
Empalidecemos num uniforme disforme.
Café, cabelos no ralo do banheiro
A amargarina está à espera do pão de hoje, da geleia.
Não existe ninguém
As lágrimas vertem do leite.
Logo sairá o sol
Muita poluição, propaganda
Malabares no farol
Assaltos
Não existimos.
Hora do mais forte fazer valer a sua voz.
Os elevadores amontoados
Cheios de etiquetas
De corpos
De que são?
Não existe ninguém.
As crianças irrompem o silêncio
Das madres manicures
Esta manhã uma formiga morreu
Não tinha para onde ir
O banheiro está ocupado
A área está isolada.
No noticiário a banalidade
Muitas folhas para carregar
O formigueiro está sobre carregado.
Não existia para ninguém
Um inseto
Mais um dentre a massa corrosiva.
Silênciou-se um coração
O da amargarina
Não existe ninguém para voltar.
No desenrolar do descontrole
Indisposta.
A lava desce
É o molho que dá sabor à carne
Fatiada à moda da vida.
Sempre temos sonhos
Transbordam feito águas claras
Na realidade obscura.
Uma chuva de insetos
Dançam ferozmente ao redor da lâmpada
Festejam a grande luz que bronzeia e vigia ,o canto da sala.
Ouço o vento despenteado
Os cabelos de madeira.
O chiado da chaleira fantástica
Do cotidiano, traz a solidão ao seu devido lugar.
Vai amanhecendo
Como tem de ser
Logo o sol tomará a forma de um tirano
Que arrebenta a chibata no negrume da massa.
O pão está em cima da mesa
À espera da língua quente e voraz.
Do leite verte o sopro de ser saudável.
A amargarina endurecida
Rolo compressor do contínuo sentimento,
De que serão sempre assim os dias.
Saímos da mesa posta
Do que teríamos.
Passam as horas
Os automóveis brigam por um espaço
Nas fábricas, escolas, prisões, galpões.
Já são meio dia
O meio do nada
Dívidas se acumulam.
No rádio uma canção enfadonha.
Alface, bife, encontram os grãos de costume.
Faz muito sol
E indigestão
Escovamos os dentes
Cuspimos o que não serve ao bom hálito.
Trabalhamos
Preenche mo-nos de regras
Prioridades, padrões.
Os circos estão vazios!
Temos azia.
As horas não passam
A voz do chefe vai e vem
Os crachas se encontram
Reconhecem-se ao mesmo tempo que se ignoram.
As formigas são incansáveis
Suam e tem sobrancelhas.
Hora do café
Um convite à preguiça
Mãe de nós todos
Que Deus a tenha soberana.
Ah azia...
Amanhã um novo dia
Igualzinho aos outros.
Muitos figurantes
Insistem que não existe nenhuma relação
Bravas formigas com úlcera!
As sete horas
Hora rápida
De sopa e frango
Não temos para quem voltar
Nossos corpos apodrecem
Adormecem
Morrem.
Os computadores permanecem ligados
A madrugada é turva
O sono é interrompido
As crianças tem lâmpadas
Mamãe e papai não existem.
O rádio conversa em diversos idiomas
Os corações batem por bater
Torna mo-nos fumantes
Cardíacos, hipertensos.
Não, hora de acordar
A hora covarde
Também a hora do primeiro beijo.
A água descama a pele
Reveste-a, jura lealdade.
Empalidecemos num uniforme disforme.
Café, cabelos no ralo do banheiro
A amargarina está à espera do pão de hoje, da geleia.
Não existe ninguém
As lágrimas vertem do leite.
Logo sairá o sol
Muita poluição, propaganda
Malabares no farol
Assaltos
Não existimos.
Hora do mais forte fazer valer a sua voz.
Os elevadores amontoados
Cheios de etiquetas
De corpos
De que são?
Não existe ninguém.
As crianças irrompem o silêncio
Das madres manicures
Esta manhã uma formiga morreu
Não tinha para onde ir
O banheiro está ocupado
A área está isolada.
No noticiário a banalidade
Muitas folhas para carregar
O formigueiro está sobre carregado.
Não existia para ninguém
Um inseto
Mais um dentre a massa corrosiva.
Silênciou-se um coração
O da amargarina
Não existe ninguém para voltar.
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