Sou toda prosa
Sou uma proposta de resposta, para todos que me vêem,
que me buscam com algum propósito
Sou uma feira barata,mas de encantos caros
Sou fina como uma flor
Mas ao mesmo tempo,
sou um mendiga,
e com todo direito a se-lo
Sou feroz com quem não me percebe
Grata com quem me absorve
E dizem as línguas afiadas: Isto de nada serve!
Sem nem ao menos conversar comigo,
mas também tenho muito amantes
Sei de cada um o nome
É Geraldo , José, Juventina, Adamastor.
Dou amor a todos eles
Não cobro nada por isso
Já conheci a guerra, a injúria, mas já despenquei nos braços de um olhar faceiro.
Minha voz é mordaz
Do meu corpo a aurora foi feita
Eu nada peço
O que é tudo pra uma moça de fino trato.
Sou desleal com a morte
Menina com as paredes
Estou exposta
Sempre aberta, com minhas devassas pernas.
Me manifesto em um instante provocante
Acalento desejos
Sou insaciável
Sou um verso profano
Um oceano
Pacote triste de aleluia
Vou entrando, me acomodando, desejando ser única
Sou uma lacuna
Uma vacina vencida
Uma freira ardente
FASCINAÇÃO, AMOR.
Eu estou nos olhos de quem quer ver
Não uso roupa
Sou descarada
Gosto que me afaguem
Sou narcisa
Viajo pra todo canto
Sou universal
Sou matinal
Meu manto é o Carnaval
Meu desejo vendaval
ESTOU AQUI PARA SER VISTA, APRECIADA, DILACERADA, COMIDA!
Sou tão vadia
Vou pedir perdão a Deus
Sou as torres de um castelo
Um deleite insano
Um onanismo incontrolável
Sou assim como uma febre
Que dá em todos , para todos.
Sou antiga na praça da cantiga
Sou um rastro de estrelas
Sou dama única e mãe do absurdo
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Açougue
Por que seca o meu peito
Por motivo simples: fraqueza.
Aqui as loucuras já não mais habitam
Resta um coração negro.
Um pedaço de carne bem desenhada
Um brinquedo vermelho sem criança
Uma peste negra.
Poderia delirar com seus batimentos
Sonhar com seus formato e tamanho
Mas me distancio de mim.
Meu coração seria então uma caixa registradora de sentimentos,bons e ruins.
Um malabarista engênuo
Um pescador sem vara
Mas me distancio dos teus músculos
Coração, o que há nesta palavra,
Uma solidão feita em pedaços?
Vou vender um coração , a preço de banana,
pra feirante nenhum botar defeito.
Então restará uma cavidade triste, sem colesterol.
Serei um corpo incompleto
serei lua sem sol
logo venderei também os outros órgãos
Venderei cada pedaço meu
Seriei presente em banco de órgãos,
ou talvez comida de abutres.
Só restaram cabelos, restos de solidão,
que será suvenir pra careca,
ingrediente de alguma macumba,
junto a uma terra fétida.
Eu já vivi
já fui corpo, luz
hoje sou cinzas
amanhã, esquecimento.
Por motivo simples: fraqueza.
Aqui as loucuras já não mais habitam
Resta um coração negro.
Um pedaço de carne bem desenhada
Um brinquedo vermelho sem criança
Uma peste negra.
Poderia delirar com seus batimentos
Sonhar com seus formato e tamanho
Mas me distancio de mim.
Meu coração seria então uma caixa registradora de sentimentos,bons e ruins.
Um malabarista engênuo
Um pescador sem vara
Mas me distancio dos teus músculos
Coração, o que há nesta palavra,
Uma solidão feita em pedaços?
Vou vender um coração , a preço de banana,
pra feirante nenhum botar defeito.
Então restará uma cavidade triste, sem colesterol.
Serei um corpo incompleto
serei lua sem sol
logo venderei também os outros órgãos
Venderei cada pedaço meu
Seriei presente em banco de órgãos,
ou talvez comida de abutres.
Só restaram cabelos, restos de solidão,
que será suvenir pra careca,
ingrediente de alguma macumba,
junto a uma terra fétida.
Eu já vivi
já fui corpo, luz
hoje sou cinzas
amanhã, esquecimento.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
terça-feira, 6 de maio de 2008
Homem
Homem caminhava
O homem que amava
Que fitava os olhos sem saber
Homem que falava
Que jurava mentiras
Mas não seguia sozinho
O homem dominava
Escravizava tuas filhas,
desnorteadas.
O homem que honrava o teu sexo
O homem que não enxergava o inferno
Homem...
Homem sangrava
O homem chorava
Mas não mostrava a face
O peito do homem, cheio de mágoa.
O homem desfilava
O homem marchava
O homem nu, sem farda.
O homem que corria sem nome
O homem do homem
O homem que penetra, que treme numa noite de prazer.
Que devora, vai embora.
Homem sem endereço, sem pudor.
O que têm nos olhos de um homem?
O homem arrancou a flor, acabou com a dor.
O homem que pensava
O homem já matou
O homem não é sozinho, têm o H!
Homem retirante
Chão seco, de alma fraca.
Homem tecnológico
Homem cancerígeno.
Homem.
Homem de coração doente, sobre o peso de se doar de mais
Homem impiedoso,que engana, persuade,destroe.
Que homem é este, ele irá continuar?
Homem máquina, que não se cansa, de braços fortes.
A mágoa do homem
Homem solidão que a palidez estremece
Um homem.
A mão do homem, que pega, leva e rejeita.
Homem que todos conhecem, a estrela mais bela dos céus.
Homem
A um homem
Onde está a dor que o faz sofrer?
Palavras de um homem
Homem sonhador, que vislumbra o fim de uma guerra.
O homem do século
Quantos homens tem em uma só palavra?
Fraqueza do homem, de pernas bambas e sorriso largo.
O império do homem, que não se curva, que detêm o poder,mas que sucumbe.
O homem que sorriu um dia, que foi feliz e sonhou.
Grande homem , um líder, o pai, o filho.
Uma geração de homens
São os homens!
Seu corpo, seu medo, distância
Homem silencioso, que nasci da fúria.
O homem de cléopatra, que deitou-se com ela, descobriu uma mulher.
O homem
Sua espada tesa
Seus braços cansados.
Suas vestes em trapos, sua pobreza
Homem vil, sem carater, desprezível.
Homem.
O homem.
O homem de mil mulheres e um só coração.
Que peca com delicadeza e paixão.
Histórias Dantescas
Um homem morto, sem glória, em um campo de batalha.
Suas lembranças de guerreiro.
O homem que seduz
À este homem, um longo e imenso aplauso.
O futuro homem, novo, afectuoso , sincero.
Homem de palavra, que se agarra a ultima possibilidade.
O homem que saboreia uma vingança que humilha seus oponentes.
Doce homem, feito de corpo e alma, de intensidade, desejado e capaz.
Homem distante
Homem animal, que cerca sua presa com sutileza, marcando território.
A ele, que um dia foi " HOMEM", e que hoje só lhe restam as vísceras e os vícios,
decadente de si mesmo, cortado em pedaços e jogado às feras.
O homem que amava
Que fitava os olhos sem saber
Homem que falava
Que jurava mentiras
Mas não seguia sozinho
O homem dominava
Escravizava tuas filhas,
desnorteadas.
O homem que honrava o teu sexo
O homem que não enxergava o inferno
Homem...
Homem sangrava
O homem chorava
Mas não mostrava a face
O peito do homem, cheio de mágoa.
O homem desfilava
O homem marchava
O homem nu, sem farda.
O homem que corria sem nome
O homem do homem
O homem que penetra, que treme numa noite de prazer.
Que devora, vai embora.
Homem sem endereço, sem pudor.
O que têm nos olhos de um homem?
O homem arrancou a flor, acabou com a dor.
O homem que pensava
O homem já matou
O homem não é sozinho, têm o H!
Homem retirante
Chão seco, de alma fraca.
Homem tecnológico
Homem cancerígeno.
Homem.
Homem de coração doente, sobre o peso de se doar de mais
Homem impiedoso,que engana, persuade,destroe.
Que homem é este, ele irá continuar?
Homem máquina, que não se cansa, de braços fortes.
A mágoa do homem
Homem solidão que a palidez estremece
Um homem.
A mão do homem, que pega, leva e rejeita.
Homem que todos conhecem, a estrela mais bela dos céus.
Homem
A um homem
Onde está a dor que o faz sofrer?
Palavras de um homem
Homem sonhador, que vislumbra o fim de uma guerra.
O homem do século
Quantos homens tem em uma só palavra?
Fraqueza do homem, de pernas bambas e sorriso largo.
O império do homem, que não se curva, que detêm o poder,mas que sucumbe.
O homem que sorriu um dia, que foi feliz e sonhou.
Grande homem , um líder, o pai, o filho.
Uma geração de homens
São os homens!
Seu corpo, seu medo, distância
Homem silencioso, que nasci da fúria.
O homem de cléopatra, que deitou-se com ela, descobriu uma mulher.
O homem
Sua espada tesa
Seus braços cansados.
Suas vestes em trapos, sua pobreza
Homem vil, sem carater, desprezível.
Homem.
O homem.
O homem de mil mulheres e um só coração.
Que peca com delicadeza e paixão.
Histórias Dantescas
Um homem morto, sem glória, em um campo de batalha.
Suas lembranças de guerreiro.
O homem que seduz
À este homem, um longo e imenso aplauso.
O futuro homem, novo, afectuoso , sincero.
Homem de palavra, que se agarra a ultima possibilidade.
O homem que saboreia uma vingança que humilha seus oponentes.
Doce homem, feito de corpo e alma, de intensidade, desejado e capaz.
Homem distante
Homem animal, que cerca sua presa com sutileza, marcando território.
A ele, que um dia foi " HOMEM", e que hoje só lhe restam as vísceras e os vícios,
decadente de si mesmo, cortado em pedaços e jogado às feras.
quarta-feira, 30 de abril de 2008
O falóforo
Eu falo
tu fala
O falo do falóforo que fala, que medita secreção.
Vêm fecundando
Adornando
O falo vêm pulsando, da dança do falóforo antigo.
Vêm cantando, sussurrando,
desmanchando-se em gozo,
violentando as matas.
Noite do Falo
De desejo e calafrio.
O falo falante, galante.
Dotado de energia do Deus
Que exala ferômonio
Cospe um fogo eterno
O falo não dorme
É soldado
Eu falo
Sou totem
Sou destino, desatino.
Falóforo doce
Com sua túnica manchada de imenso amor
Perpetuando a volúpia.
O círculo se abre
A dança recomeça
A penetração vêm dilacerando
Dilatando os corpos
Tornando-os parte do membro maior.
Entre cantigas e gemidos de adoração, de sortilégio,
os amantes se entregam, se misturam.
Este Deus pontiagudo
Vêm crescendo dentro da flor,
abrindo seu botão, arrancando suas pétalas suavemente.
Se transformando em perfume de canela viva.
O falo se delicia na carne macia de uma dama lasciva.
tu fala
O falo do falóforo que fala, que medita secreção.
Vêm fecundando
Adornando
O falo vêm pulsando, da dança do falóforo antigo.
Vêm cantando, sussurrando,
desmanchando-se em gozo,
violentando as matas.
Noite do Falo
De desejo e calafrio.
O falo falante, galante.
Dotado de energia do Deus
Que exala ferômonio
Cospe um fogo eterno
O falo não dorme
É soldado
Eu falo
Sou totem
Sou destino, desatino.
Falóforo doce
Com sua túnica manchada de imenso amor
Perpetuando a volúpia.
O círculo se abre
A dança recomeça
A penetração vêm dilacerando
Dilatando os corpos
Tornando-os parte do membro maior.
Entre cantigas e gemidos de adoração, de sortilégio,
os amantes se entregam, se misturam.
Este Deus pontiagudo
Vêm crescendo dentro da flor,
abrindo seu botão, arrancando suas pétalas suavemente.
Se transformando em perfume de canela viva.
O falo se delicia na carne macia de uma dama lasciva.
Resto da minha vida
Vou procurar o infinito no fundo dos meus olhos.
A luz e a escuridão , os versos de Drummond.
O enigma que está no olhar.
Vou cobrir-me com o véu da razão
Vou sangrar a noite toda
Vou dizer adeus
Vou jurar por dias e dias, que não acredito mais.
Vou rasgar teu corpo
Violentar a tua alma
Pelo resto da minha vida
Abalar tua estrutura
Vou traduzir-me em poesia
Vou abandonar tua casa
Pelo resto da minha vida.
Nesta longa estrada, caminhei.
Não é mais a mesma,
já não têm mais perfume.
Nesta longa estrada da angústia amarela, me entrego as estrelas.
Sou invadida pelo brilho das mesmas.
Quero saber se olha pra mim.
Não quero mais caixas cheias de crenças estúpidas.
Nesta longa estrada, estou só,
com uma metade arrasada,
pelo resto da minha vida.
Eu tenho um desejo humano: Eu não quero falhar!
Vou tornar-me cinza
Meu peito secou,
Nesta estrada fria.
Tomei a doze da incompreensão
Já chorei de tristeza,
mas ainda sinto o calor de tuas mãos.
Não uso escudo
A dor também me invade,
mas a estrada é longa e os meus pés já não aguentam.
Vou te despedaçar,
porque a estrada é longa,
mas não me peça pra ficar.
O que diriam os pensadores?
Eu digo que a estrada é longa!
Vou te fazer gemer
Na dor ou no prazer
Vou te dizer palavras
Vou sujar o teu rosto
Molhar o teu corpo
A luz e a escuridão, da estrada velha.
Vou dovorar-te
Estou com fome
Vou buscar nesta carne os mil pecados,
pelo resto da minha vida.
A luz e a escuridão , os versos de Drummond.
O enigma que está no olhar.
Vou cobrir-me com o véu da razão
Vou sangrar a noite toda
Vou dizer adeus
Vou jurar por dias e dias, que não acredito mais.
Vou rasgar teu corpo
Violentar a tua alma
Pelo resto da minha vida
Abalar tua estrutura
Vou traduzir-me em poesia
Vou abandonar tua casa
Pelo resto da minha vida.
Nesta longa estrada, caminhei.
Não é mais a mesma,
já não têm mais perfume.
Nesta longa estrada da angústia amarela, me entrego as estrelas.
Sou invadida pelo brilho das mesmas.
Quero saber se olha pra mim.
Não quero mais caixas cheias de crenças estúpidas.
Nesta longa estrada, estou só,
com uma metade arrasada,
pelo resto da minha vida.
Eu tenho um desejo humano: Eu não quero falhar!
Vou tornar-me cinza
Meu peito secou,
Nesta estrada fria.
Tomei a doze da incompreensão
Já chorei de tristeza,
mas ainda sinto o calor de tuas mãos.
Não uso escudo
A dor também me invade,
mas a estrada é longa e os meus pés já não aguentam.
Vou te despedaçar,
porque a estrada é longa,
mas não me peça pra ficar.
O que diriam os pensadores?
Eu digo que a estrada é longa!
Vou te fazer gemer
Na dor ou no prazer
Vou te dizer palavras
Vou sujar o teu rosto
Molhar o teu corpo
A luz e a escuridão, da estrada velha.
Vou dovorar-te
Estou com fome
Vou buscar nesta carne os mil pecados,
pelo resto da minha vida.
Ama-Zona
A amazona, ama-zona
Zona-ama, zoneando
Ama-zona, amazona.
Na zona vou te buscar,
Amor te oferecerei, na zona da amazona.
Ô zona que ama, ama-zona.
Zona rica, fértil, amor de zona
Zona-ama, zoneando
Ama-zona, amazona.
Na zona vou te buscar,
Amor te oferecerei, na zona da amazona.
Ô zona que ama, ama-zona.
Zona rica, fértil, amor de zona
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